Diretor de pesquisa do IEPS debate saúde da Amazônia em evento da Universidade Princeton

Rudi Rocha analisa desafios da região, em debate ao vivo promovido pelo “Brazil LAB”. 

O “Brazil LAB”, da Universidade Princeton (EUA), realiza o evento “Saúde na Amazônia: Sobre Novas Evidências e Desafios de Gestão”, da série “Futuros Amazônicos”. A iniciativa faz parte do projeto “Amazônia 2030” e visa à criação de um plano de ações para a região. 

O economista e diretor de pesquisa do IEPS, Rudi Rocha, a professora de demografia da Universidade Harvard e integrante do conselho deliberativo do IEPS, Márcia Castro, e o professor de Antropologia da Universidade Princeton e também integrante do conselho deliberativo do IEPS, João Biehl, compõem a mesa de debate nesta quarta-feira, 2 de fevereiro, às 18h30 (Horário de Brasília). O evento vai ser transmitido ao vivo pelo Youtube neste link

Imagem: divulgação Brazil LAB

Rudi Rocha coordenou um recente estudo sobre a infraestrutura de saúde nos nove estados que compõem a Amazônia Legal. A pesquisa “A Saúde na Amazônia Legal: Evolução Recente e Desafios em Perspectiva Comparada” foi o Estudo Institucional nº 4 do IEPS, em novembro do ano passado, e trouxe evidências inéditas. A distância percorrida por moradores da região amazônica até o leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) mais próximo é de duas a três vezes maior do que no restante do Brasil, em média. A região tem uma equipe de atenção básica à saúde por 1000 quilômetros quadrados, enquanto no restante do país, são 10 equipes.

“A saúde na Amazônia está ficando para trás”, afirma Rocha.

O “Brazil LAB”, da Universidade Princeton, é um centro multidisciplinar de pesquisa e ensino que reúne professores e alunos da comunidade de Princeton e cujas pesquisas se desenvolvem sobre o Brasil. O projeto Amazônia 2030 é uma iniciativa de pesquisadores brasileiros para elaborar um plano de desenvolvimento sustentável para a Amazônia brasileira. O objetivo é que a região tenha condições de alcançar um patamar maior de desenvolvimento econômico e humano e atingir o uso sustentável dos recursos naturais em 2030.