Riscos e potenciais da IA na atenção primária à saúde
Foto: Freepik
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A incorporação da inteligência artificial (IA) na Atenção Primária à Saúde (APS) já não é uma promessa abstrata, mas uma realidade em expansão em diferentes países. Na Índia, milhares de quiosques, chamados Health ATMs (“caixas eletrônicos da saúde”), estão espalhados nas áreas rurais e remotas de mais de 20 estados. Com esses equipamentos, os cidadãos podem se conectar por via remota com o gigantesco ecossistema digital indiano. China e Malásia também estão expandindo tecnologias digitais para ampliar o acesso aos serviços básicos de saúde, sobretudo em territórios marcados por vazios assistenciais.

Graças à difusão dessas tecnologias, grande parcela de populações historicamente negligenciadas está tendo ou terá acesso, mesmo que por via remota, a serviços básicos de saúde. Entretanto, outorgar mais acesso e ampliar a capacidade diagnóstica da APS para populações vulnerabilizadas vai provavelmente gerar uma demanda significativa por tratamentos e serviços especializados e internações. Para esse tipo de procedimento, não dispomos ainda de tecnologias sustentáveis de IA. Por exemplo, o uso da IA para cirurgias, radioterapia ou tomografia precisa, além de algoritmos e programação informática, de hardware sofisticado e custoso, inviabilizando sua implementação massiva no curto ou médio prazo.

Leia o artigo assinado por Renato Tasca (IEPS) e Michelle Fernandez (UnB), publicado na Folha de S. Paulo

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