• Como anda a saúde mental no Brasil? Evolução, desigualdades e acesso a tratamentos

    Olhar IEPS nº 3 / 26 de outubro de 2021

    A prevalência da depressão entre a população adulta do Brasil cresceu 36,7% entre 2013 e 2019, e atualmente alcança um a cada dez indivíduos com pelo menos dezoito anos de idade. Apesar da dimensão do problema, sete a cada dez adultos com sintomas de depressão não recebem nenhum tipo de tratamento. Para diminuir essa lacuna de tratamento, a Organização Mundial da Saúde recomenda incorporar serviços de saúde mental em todos os níveis de cuidado, incluindo a atenção primária. Desde 2008, o Brasil implantou os Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), que têm contribuído para melhorar a oferta de alguns profissionais de saúde mental. Na média, os NASF aumentaram a oferta de psicólogos em 5,4, a de terapeutas ocupacionais em 0,6 e a de psiquiatras em 0,3 profissionais a cada 100.000 habitantes nos municípios brasileiros. A política não teve impactos na mortalidade, hospitalizações e afastamentos pelo INSS relacionados com a saúde mental. No entanto, dados mais detalhados são necessários para mensurar melhor o impacto da política sobre desfechos menos extremos, já que não é possível descartar que o aumento na oferta de profissionais de saúde mental tenha tido efeitos positivos em outras  dimensões, como melhora na qualidade do tratamento e qualidade de vida.

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  • Como endereçar os gargalos na implementação das Linhas de Cuidado de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde

    Olhar IEPS nº 2 / 01 de setembro de 2021

    A cada 4 óbitos que ocorrem no Brasil, 3 são causados por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Nos municípios brasileiros, as Linhas de Cuidado para o manejo das DCNTs ainda pertencem ao mundo da ficção. Para efetivar o cuidado a estas doenças, os gestores municipais precisam reduzir gargalos de acesso à Atenção Primária, ampliar o cadastro e o acompanhamento dos portadores destas condições, além de garantir uma maior adesão aos tratamentos. Experiências locais de cidades de diferentes portes e regiões do país mostram que é possível melhorar o manejo destas doenças, tornando os sistemas de saúde mais resolutivos e fazendo os brasileiros e brasileiras viverem mais e melhor.

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  • O impacto das UPAs 24h sobre indicadores hospitalares e saúde populacional

    Olhar IEPS nº 1 / 11 de maio de 2021

    O sistema hospitalar foi positivamente impactado pela presença das UPAs, que reduziram a pressão de demanda sobre os prontos-socorros dos hospitais, melhoraram seus indicadores de mortalidade e reduziram as internações por causas sensíveis à atenção primária. Contudo, esses novos estabelecimentos não alteram significativamente a mortalidade total dos municípios. O que ocorre é sobretudo um deslocamento de óbitos dos hospitais para as UPAs. Esses resultados sugerem que há espaço para aprimoramento na integração dos diferentes níveis de atenção, através de fluxos de referência e contrarreferência mais eficientes, e no fortalecimento de uma atenção primária resolutiva.

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