Financiar SUS no longo prazo é sustentável, diz estudo
Pacientes aguardam atendimento na UPA Guaianases, zona leste de São Paulo. Foto: Rivaldo Gomes/FolhaPress
Pacientes aguardam atendimento na UPA Guaianases, zona leste de São Paulo. Foto: Rivaldo Gomes/FolhaPress

Mesmo com as pressões para cortes de gastos públicos e sob um espaço fiscal restrito, o financiamento do SUS nas próximas décadas é sustentável. A conclusão é de estudo inédito do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde), que projetou as necessidades de financiamento em saúde no Brasil até 2060

“Não precisamos de muitos pontos percentuais do PIB para continuarmos funcionais, para manter o sistema de saúde em pé”, afirma Rudi Rocha, professor da FGV e coordenador de pesquisa do IEPS.

Segundo o cientista político Miguel Lago, diretor-executivo do IEPS, ao demonstrar que o SUS é financiável a longo prazo, o estudo desmonta o alarmismo que existe no setor sobre o custo da saúde pública.

“Não há dúvida de que haverá necessidade de aumentar o financiamento em saúde, mas esse discurso de que é uma bomba-relógio para o Estado não está totalmente ancorado na realidade”, diz ele.

Leia mais na reportagem do jornal “Folha de S .Paulo”