O Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), em parceria com a Umane e a Fundação Lemann, realiza, entre 28 e 30 de maio, em São Paulo, uma imersão com secretários de saúde e representantes do alto escalão da gestão da saúde de estados como Mato Grosso do Sul, Piauí, Goiás e Pernambuco para construir diagnósticos, mapear atores estratégicos e definir ações voltadas ao aprimoramento da regionalização da saúde nos estados.
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A atividade é a primeira etapa da Jornada de Lideranças pela Regionalização da Saúde, uma iniciativa que busca transformar a pauta da regionalização em uma agenda concreta de liderança pública, tomada de decisão e coordenação do sistema de saúde, com potencial de gerar avanços ainda em 2026 e de orientar a projetos estruturantes para os próximos anos.
“A regionalização cumpre um papel fundamental para organizar a oferta de recursos e serviços do SUS, mas exige tomadas de decisão difíceis, que atravessam secretarias, municípios e interesses distintos. Para além das questões técnicas, existe um desafio político e de liderança que precisa ser enfrentados”, enfatiza Arthur Aguillar, diretor de políticas públicas do IEPS.
Cristina Castellan, diretora da área de Lideranças da Fundação Lemann, enfatiza que a regionalização da saúde, assim como outros problemas complexos, exige lideranças capazes de unir diferentes atores em torno de soluções concretas. “Ao apoiar essa iniciativa, a Fundação Lemann reforça seu compromisso com o desenvolvimento de lideranças públicas preparadas para promover as transformações que o país precisa.”
Queremos viabilizar, ainda este ano, avanços para a regionalização nos estados e estabelecer diretrizes para projetos estruturantes para os próximos anosArthur Aguillar, diretor de políticas públicas do IEPS
A Jornada foi concebida como um espaço qualificado de diálogo e construção, com foco na elaboração de diagnósticos regionais, na formação de uma coalizão intraestadual e no fortalecimento da liderança dos secretários de saúde para negociar, articular e decidir diante dos desafios concretos da regionalização em cada estado participante.
“Queremos viabilizar, ainda este ano, avanços para a regionalização nos estados e estabelecer diretrizes para projetos estruturantes para os próximos anos”, afirma o diretor do IEPS.
Para Evelyn Santos, gerente de investimento e impacto social da Umane, fortalecer a regionalização da saúde é fortalecer a capacidade do SUS de responder às necessidades reais da população, considerando as diferentes realidades dos territórios brasileiros.
“A Jornada cria um espaço estratégico para que lideranças estaduais possam trocar experiências, construir consensos e avançar em soluções concretas para desafios que exigem coordenação, diálogo e visão de longo prazo. Ao apoiar essa iniciativa, a Umane reforça seu compromisso com o fortalecimento da saúde pública e com a promoção de políticas mais integradas, eficientes e equitativas”, afirma Evelyn.
Próximas etapas: ciclo de mentoria e execução dos planos de ação
Após a imersão, será realizado um ciclo de mentorias, previsto para 17 e 18 de junho, para transformar as ações construídas na imersão em planos factíveis. O objetivo é estruturar uma estratégia de execução do plano para 2026-2027 e incorporar contribuições técnicas e experiências de outros estados.
Na etapa final da Jornada, secretários de saúde participarão de um encontro voltado à discussão dos caminhos para a execução dos planos construídos ao longo do evento. O momento será dedicado ao diálogo e troca de experiência entre os estados e os parceiros institucionais, com foco nos desafios e nos próximos passos para a execução dos planos de ação.
Regionalização, Desenvolvimento e Saúde (Redes)
O Redes é uma iniciativa do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), que conta com o apoio da Umane e da Fundação Lemann, criada para apoiar estados brasileiros no desenvolvimento de estratégias efetivas de integração e aprimoramento das Redes de Atenção à Saúde (RAS). O Redes busca enfrentar os principais desafios políticos e da administração pública e é estruturado em três eixos estratégicos: governança sólida, financiamento indutor e burocracia efetiva.