O IEPS analisou os planos de governo dos seis candidatos à Presidência da República com 2% ou mais de intenção de voto e catalogou 95 propostas para a saúde. Além de comparar o conteúdo dos planos, o levantamento avaliou as condições de cada proposta para sair do papel, a partir de cinco perguntas sobre formulação, recursos, necessidade de lei federal, articulação federativa e existência prévia no SUS.
Mais da metade das propostas (56%) já existe como política ou programa do SUS, embora muitas sejam apresentadas como novidade. Os principais obstáculos à implementação estão no orçamento e na coordenação federativa: 95% das propostas exigem recursos adicionais e 83% dependem de articulação entre os entes da federação. Na maior parte dos casos, os planos não indicam a fonte do dinheiro nem o caminho para o acordo entre governo federal, estados e municípios.