O Boletim Radar Mais SUS n.10 investiga se a execução das emendas parlamentares destinadas à saúde acelera em anos eleitorais. A análise compara a execução orçamentária no primeiro semestre dos anos de 2014 a 2026, tanto das emendas voltadas à saúde quanto do total de emendas, para identificar se a velocidade de liberação desses recursos é maior nos períodos de eleição.

Os dados mostram um padrão consistente. Nos anos eleitorais, com exceção de 2014 (quando a impositividade ainda não estava plenamente implementada), mais de 70% dos recursos de emendas já haviam sido empenhados no primeiro semestre. Nos anos sem eleição, o ritmo foi mais gradual e não ultrapassou 36%.

O estudo também observa que, em anos eleitorais, o Executivo Federal executa os recursos do Legislativo com mais rapidez do que as próprias despesas de saúde: enquanto a execução das EP em saúde superou, na maioria dos casos, 70%, a das despesas discricionárias do Ministério da Saúde oscilou entre 30% e 60%.

No primeiro semestre de 2026, a execução das EP individuais em saúde atingiu 88% (mediana), acima dos patamares de 2018 (79%) e 2022 (85%). O padrão de aceleração em anos eleitorais aparece de forma ampla entre os partidos, incluindo os de maior peso orçamentário, e tende a cair para menos de 40% nos anos não eleitorais.

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