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A Agenda Mais SUS 2027-2030: 10 Propostas para o Futuro da Saúde Pública é uma realização do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e da Umane. Partindo de um balanço dos avanços e desafios do SUS entre 2022 e 2026 e de uma análise da conjuntura atual, a Agenda apresenta dez propostas concretas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde no próximo ciclo de governo. A iniciativa tem o objetivo de oferecer um conjunto de prioridades e caminhos que orientem os governos que assumirão nos próximos quatro anos, desde o período de transição até a implementação de políticas concretas.

O SUS é uma das maiores e mais complexas políticas públicas de saúde do mundo. Em pouco mais de três décadas, expandiu o acesso à saúde para milhões de brasileiros e brasileiras, reduziu desigualdades, ampliou a expectativa de vida e serve de referência para sistemas de saúde de outros países. Ao mesmo tempo, opera cronicamente subfinanciado, com desigualdades regionais profundas e sob pressões crescentes que exigem respostas qualificadas e de longo prazo. Propor caminhos para o SUS exige saber de onde se parte, e por isso, antes de apresentar prioridades para os governos que assumirão em 2027, é preciso avaliar o que avançou, o que permaneceu estagnado e o que regrediu nos últimos quatro anos, além de entender as condicionantes institucionais, políticas e financeiras em que o sistema opera hoje.

Segunda edição da iniciativa, realizada pelo IEPS e pela Umane com o apoio de 13 organizações, a Agenda é composta por dois documentos que se complementam. O primeiro reúne o balanço e a conjuntura e, a partir das seis frentes prioritárias da edição anterior (financiamento, atenção primária, governança regional, recursos humanos, saúde mental e resposta a emergências), avalia o que mudou entre 2022 e 2026 e apresenta o contexto que dá sentido às propostas. O segundo apresenta as dez prioridades para os próximos quatro anos. Os documentos podem ser lidos em conjunto ou de forma independente, mas as propostas serão melhor compreendidas por quem conhece o ponto de partida. Lançada em um ano eleitoral, a Agenda tem horizonte que vai além do calendário, porque fortalecer o SUS não é tarefa de uma só gestão, e sim um projeto de longo prazo que exige continuidade, planejamento e honestidade sobre o ponto de partida.

As dez propostas

Eixo I — Mais acesso e mais cuidado coordenado no SUS

  1. Planejar com inteligência territorial: regulação integrada, reorganização da oferta e transporte sanitário para que as pessoas tenham acesso à saúde mais rápido e próximo
  2. Fortalecer os estados e a regionalização para organizar o SUS além das fronteiras municipais
  3. Formar, reter e organizar: as três frentes para enfrentar os vazios de profissionais no SUS
  4. Conectar para coordenar: consolidar a saúde digital como infraestrutura transversal do SUS
  5. Expandir, atualizar e fortalecer a RAPS e a APS em saúde mental, sobretudo para o cuidado infantojuvenil

Eixo II — Desafios emergentes que impactam o sistema de saúde brasileiro

  1. Preparar o SUS para a próxima emergência: fortalecer o marco normativo da vigilância
  2. Integrar dados de clima, território e saúde na vigilância do SUS
  3. Instituir marco nacional de regulação do ambiente alimentar escolar
  4. Regular plataformas digitais para proteger a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes
  5. Regular jogos e apostas online para proteger a saúde pública: restringir sua publicidade e proibir os de maior risco

Como citar:

Agenda Mais SUS 2027 – 2030: de onde partimos Balanço 2022-2026 e a conjuntura para a saúde

Asth, F., Freitas, R., Nobre, V., Pereira, J., Rosa, D., Semente, M., Tavares, S. E. (2026). Agenda Mais SUS 2027-2030: de onde partimos. Balanço 2022-2026 e a conjuntura para a saúde. São Paulo: Instituto de Estudos para Políticas de Saúde e Umane.

Agenda Mais SUS 2027 – 2030: 10 Propostas para o Futuro da Saúde Pública

Asth, F., Freitas, R., Nobre, V., Pereira, J., Rosa, D., Semente, M., Tavares, S. E. (2026). Agenda Mais SUS 2027-2030: 10 Propostas para o Futuro da Saúde Pública. São Paulo: Instituto de Estudos para Políticas de Saúde e Umane.

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