Por Paulo ChapChap, Rebeca Freitas e Dayana Rosa, em JOTA
“A Copa do Mundo de 2026 deveria ser lembrada pelo futebol. Mas, no Brasil, ganhou força um capítulo à parte: o evento está sendo lembrado, também, como a “Copa das Bets”.
Um terço da população afirma ter apostado desde o início da competição, e um levantamento apontou que 56% dos brasileiros pretendiam participar de apostas ou bolões ao longo do Mundial. A análise de uma amostra de 1,2 milhão de pessoas monitorada pela empresa Klavi mostrou o envio de aproximadamente R$ 1 bilhão para casas de apostas durante o torneio, com a proporção de apostadores diários quase dobrando, de uma média de 8,3% para 14,1%.
Ao mesmo tempo, houve um aumento de 588% no número médio diário de pedidos de autoexclusão na comparação com um período equivalente do mês de maio, antes da Copa. Não é exagero dizer que, pela primeira vez, um evento esportivo global tornou visível, em tempo real, o tamanho do problema que o Brasil enfrenta”
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