Estamos cuidando da saúde mental ou aperfeiçoando a adaptação?
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O cuidado pergunta por que estamos adoecendo, enquanto a adaptação pergunta como podemos continuar funcionando apesar disso

Temos visto em muitos lugares que estamos vivendo uma “revolução do cuidado”. Nunca houve tantos debates sobre saúde mental, tantos recursos terapêuticos disponíveis, tantos conteúdos voltados ao bem-estar emocional e tantas tecnologias prometendo acolhimento, autoconhecimento e equilíbrio. Em teoria, estaríamos caminhando para uma sociedade mais consciente do sofrimento humano e mais preparada para lidar com ele.

Mas existe outra leitura possível. E se o fenômeno mais marcante do nosso tempo não for a democratização do cuidado, mas sim a democratização das ferramentas de adaptação?

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