INTRODUÇÃO – Na análise, olhamos com mais detalhes para as particularidades dos recursos disponíveis no estado do Rio de Janeiro. Utilizamos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) para mensurar a oferta de equipamentos. Simulamos também cenários de infecção da população do estado com o intuito de compreender a capacidade do sistema. Por fim, caracterizamos a população de idosos, assim como a incidência de doenças crônicas, obesidade e tabagismo através dos microdados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013.

Com base nos exercícios desenvolvidos, chegamos a importantes conclusões acerca do cenário da COVID-19 para o estado do Rio de Janeiro. A primeira é que existem três regiões de saúde particularmente vulneráveis à pandemia no Estado. A baixada litorânea e a Baía de Ilha Grande, por seu baixo índice per capita de leitos de UTI e ventiladores.

E, principalmente, a Região Metropolitana I, que embora concentre ao menos metade dos equipamentos disponíveis no estado, será responsável pela maior parte da demanda e concentra a maioria da população acima de 60 anos, que tem maior probabilidade de apresentar um quadro clínico que necessite de internação em UTI. Identificamos também que taxas de 5% de infecção na população seriam suficientes para levar 8 das 9 regiões de saúde do estado à lotação das UTIs em seis meses.

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