Diagnósticos: Linhas de Cuidado de DCNT, Inovação em Saúde, Recursos Humanos e Promoção da Saúde
Paciente tem a pressão arterial aferida. Foto: Alex Kurhan / Shutterstock.com
Paciente tem a pressão arterial aferida. Foto: Alex Kurhan / Shutterstock.com

A partir de extensa revisão de literatura nacional e internacional, entrevistas semiestruturadas com atores-chave, análise descritiva de dados qualitativos/quantitativos e benchmarks sobre casos de sucesso foi possível reunir informações cientificamente robustas e democráticas para diversos públicos-alvo, foram produzidos policy reports (Panorama IEPS), policy briefs (Olhar IEPS), webinários (Diálogos IEPS) sobre os eixos temáticos dos diagnósticos.

Principais achados:

  • As Linhas de Cuidado de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) não estão devidamente implantadas nas cidades brasileiras. Existe, no entanto, uma lacuna entre o que está expresso nas diretrizes de enfrentamento das DCNT no Brasil – as linhas de cuidado de jure – e o que é, de fato, executado na Atenção Primária à Saúde dos municípios – as linhas de cuidado de facto.

O diagnóstico faz parte do estudo “Linhas de Cuidado de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde”, que, por sua vez, baseou o requerimento da vereadora Cida Pedrosa, em Recife, de indicação ao prefeito do município, João Campos, para que a Política Municipal de Atenção Integral à Saúde da Pessoa Portadora de Doença Crônica Não Transmissível adote recursos de telessaúde no acompanhamento contínuo de usuários com DCNT, em meio à pandemia de COVID-19.

  • Em um país com infraestrutura para informatização aquém do ideal, é necessário pensar em inovação para além do âmbito tecnológico. Sejam iniciativas inovadoras aplicadas a produtos, processos ou serviços, elas são alternativas custo-efetivas para driblar as limitações orçamentárias em saúde existentes por todo o país. Para praticar inovação, é preciso que gestores compreendam os problemas reais que precisam enfrentar e que a administração pública, apesar de ainda hostil à inovação por conta do seu marco regulatório, tem no SUS o seu maior ativo para inovar. 

O diagnóstico faz parte do estudo “Panorama da Inovação em Saúde no Brasil”, que, por sua vez, baseou o requerimento da vereadora Cida Pedrosa, em Recife, de indicação ao prefeito do município, João Campos, para implementar uma Política Municipal de Inovação e Boas Práticas em Saúde, com objetivo de apoiar a gestão e garantir maior acesso da população ao Sistema Único de Saúde (SUS). Os temas correspondem a gargalos sistêmicos da saúde no Brasil, sendo necessária a reunião de informações baseadas em evidências para engajar e instrumentalizar os atores interessados na construção de soluções.