Jornada encerra primeira etapa com planos de ação estaduais definidos
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Os comitês estaduais que participam da Jornada de Lideranças pela Regionalização da Saúde concluíram, no último sábado (30/05), a primeira versão de seus planos de ação para fortalecer a regionalização nos territórios. Construídos a partir de diagnósticos elaborados pela equipe técnica do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), os documentos reúnem análise de dados nas áreas de cardiologia, oncologia, nefrologia e neurointervenção, além da definição de prioridades, desafios e atores estratégicos para orientar a implementação das ações nos estados.

Paulo Chapchap, diretor médico do IEPS, ressaltou que os dados, quando combinados à experiência dos secretários e de suas equipes técnicas, ajudam a revelar dimensões que os números, sozinhos, não captam. “Essa combinação é capaz de trazer conhecimentos novos e valiosos para que, juntos, a gente construa os planos factíveis para a resolução dos principais desafios da regionalização nos territórios”, afirmou. 

Jornada encerra primeira etapa com planos de ação estaduais definidos

Foto: Ana Patricia Almeida

Com o encerramento da imersão, a Jornada conclui sua primeira etapa. A próxima começa em junho, com os ciclos de mentoria, voltados ao aprofundamento e ao refinamento dos planos de ação, com foco em estabelecer medidas viáveis ainda em 2026 e projetos estruturantes para 2027.

Saímos daqui hoje com muitas coisas boas e norteadores práticos por onde devemos seguir. Esse é só o começo e estamos disponíveis para apoiar os processos de inovação, de expansão das redes e dos serviços de saúde de cada estado”, afirmou Arthur Aguillar, diretor de políticas públicas do IEPS no encerramento da imersão. 

Conhecimento técnico aliado ao olhar político

João Victor da Silva Barboza, diretor de controle, avaliação, regulação e auditoria da secretaria de saúde do Piauí, enfatizou que a definição de prioridades e o mapeamento de atores torna possível uma atuação mais assertiva nas mesas de negociação, principalmente do ponto de vista político e estratégico. “É importante entender a disposição de cada ator para a interlocução e negociação e quais as melhores estratégias para garantir aproximação e entendimento”, destacou. 

“O objetivo é garantir o acesso à saúde de forma equânime, reconhecendo onde estão os  vazios assistenciais e quais são as prioridades sanitárias que devem ser identificadas para fazer uma melhor aplicação de recursos de acordo com a necessidade do território”, destacou. 

Nesse mesmo sentido, Érika Lopes, superintendente de regionalização da secretaria de saúde de Goiás, reforçou a importância das discussões e de todo material apresentado durante a imersão. “O processo de regionalização é algo complexo. Além de todas as ferramentas técnicas, a gente precisa também do olhar político para identificar quem são os atores envolvidos e conseguir, de fato, construir um processo forte, que atravesse esse período eleitoral e continue se fortalecendo nos próximos anos”, afirmou. 

Ela também destacou a importância do diálogo com outras organizações. “A regionalização é um processo liderado pelas secretarias e ter outras organizações olhando para isso e nos apoiando é muito importante. Saímos mais animados e, sem dúvidas, mais preparados depois do contato com todo esse material que foi compartilhado com a gente nesses dois dias e meio de imersão”, acrescentou Lopes.

Troca de experiência entre estados

Um dos objetivos da Jornada foi criar um espaço de diálogo e compartilhamento de experiências entre estados brasileiros. Para Crhistinne Maymone, secretária-adjunta da secretaria de saúde de Mato Grosso do Sul, a imersão permitiu uma reflexão coletiva tanto com seus pares quanto com os outros estados.

 “O ganho é imenso porque, por meio dessa horizontalidade de experiências, a gente consegue se enxergar, rever processos e compartilhar vivências. Se apropriar de outros processos e de todas essas experiências também agrega um valor imensurável à nossa própria experiência, para que a gente não precise ficar reinventando a ‘roda’ a cada momento”, destacou, 

Jornada encerra primeira etapa com planos de ação estaduais definidos

Foto: Ana Patricia Almeida

Maria Claudia Ribeiro Agra, diretora geral de gestão participativa da secretaria de saúde de Pernambuco,  relatou o diálogo com a equipe do comitê de Goiás. “A troca com outros estados é muito valiosa. Neste último dia de imersão, por exemplo, eu me sentei com a equipe de Goiás, que tem um território muito parecido com o nosso em número de regiões e diretorias. Foi possível fazer uma troca técnica importante, conhecer processos que eles já têm, além de estabelecer contatos que podem abrir caminho para futuras parcerias”, contou. 

Próximo etapa: ciclo de materiais e encontro final 

O ciclo de mentorias é a próxima etapa da Jornada. Realizada de forma remota, essa fase está marcada para os dias 17 e 18 de junho e terá como objetivo aprofundar e refinar os planos de ação construídos durante a imersão, com foco em estratégias de execução para 2026 e 2027.

Na etapa final da Jornada, secretários de saúde participarão de um encontro voltado à discussão dos caminhos para a execução dos planos construídos ao longo da iniciativa. O momento será dedicado ao diálogo e à troca de experiências entre os estados e os parceiros institucionais, com foco nos desafios e nos próximos passos para a implementação dos planos de ação.

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