Expansão da formação médica esbarra em baixa qualificação docente e desigualdades regionais persistentes
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
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Cursos privados, localizados em municípios menores e inaugurados a partir de 2018 concentram a maior proporção de desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) aplicado em 2025. É o que mostra a Nota Técnica n. 44 – O Perfil das Faculdades de Medicina no Brasil por Desempenho no Enamed, elaborada pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). A qualificação do corpo docente também aparece como um dos fatores mais associados ao desempenho dos cursos. Segundo a análise, faculdades com maior proporção de professores doutores e maior número de docentes tendem a apresentar melhores resultados no exame.

O estudo indica que a ampliação do número de vagas e de escolas médicas deve ser acompanhada pelo monitoramento da qualidade da formação, fortalecimento da regulação e políticas voltadas para a redução das desigualdades regionais na distribuição de profissionais. 

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